prefeitura de valenca-ba

terça-feira, 19 de abril de 2011

Comissão de Segurança discutirá cyber-bullying e bullying escolar

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados vai discutir políticas de combate, conscientização, prevenção e diagnóstico do cyber-bullying e do bullying escolar. A audiência pública, solicitada pela deputada Keiko Ota (PSB-SP), ainda não tem definida data para a realização.
O termo bullying vem da palavra inglesa bully - que, como substantivo, significa pessoa cruel com os mais fracos e, como verbo, significa ameaçar, maltratar, oprimir. O bullying escolar ocorre quando um ou mais alunos praticam ações agressivas, intencionais e repetitivas, verbal ou fisicamente, sem motivo evidente, contra um ou mais colegas.
Já o cyber-bullying envolve o uso de tecnologias de informação e de comunicação para dar apoio a tais comportamentos. Os métodos usados envolvem sites de relacionamento, redes sociais, comunidades, fotoblogs, blogs, e-mails e torpedos, entre outros, e podem levar as vítimas a situações altamente incômodas e indesejáveis, difamando sua imagem virtual.
“É necessário debater as consequências que a sociedade vem sofrendo por conta dessa série de atos como a tragédia do dia 8 de abril de 2011, na escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro”, argumenta a deputada. Ela citou ainda o suposto bullying sofrido pelo atirador Welligton Menezes de Oliveira, que, motivado pela vingança, abriu fogo contra os alunos nas salas de aula, matando 12 crianças e ferindo vários estudantes.
Convidados
Para tratar do tema, serão convidados o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Felipe Locke Cavalcanti; o psiquiatra, psicodramatista e escritor de livros sobre educação familiar e escolar Içami Tiba; a integrante do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal Juliana Paim; os deputados Jonas Donizette (PSB-SP) e Marcelo Aguiar (PSC-SP); representantes da sociedade e pessoas interessadas no assunto.
Da Redação/ RCA
Com informações da Comissão de Segurança Pública

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CRIANÇA DESAPARECIDA EM BARREIRAS


A menina Andressa Silva Santos desapareceu no último dia 08 de abril, por volta de 17h45 de sua residência em Barreiras.

A família está desesperada.

Qualquer informação ligue: 77 3613- 4800; 8119-6490; 8129-3750 e 9198-1813.

Ajude esta família voltar a sorrir.

MINI- CURSO PARA ESTUDANTES E PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO E SERVIÇO SOCIAL TEMA: ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

 



Mini- Curso para estudantes e profissionais da Educação e Serviço Social

Tema: O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E SUAS ESPECIFICIDADES NO CONSELHO TUTELAR, CMDCA E NA SOCIEDADE



PALESTRANTE: ADAILTON SANTOS AGRA

“PRESIDENTE DA COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE”

Ficha de Inscrição

Nome Completo

Categoria do participante Acadêmico(a) ( ) Profissional ( )

Escolaridade



Instituição de Ensino

Semestre em curso

Email

Telefone Residencial

Telefone Celular

Pagamento Confirmado ( ) A confirmar ( )

Data da Inscrição

Responsável pela inscrição





INFORMAÇÕES GERAIS:

DATA DO EVENTO: 28 DE MAIO DE 2011

HORÁRIO: 8:00 AS 12 E DAS 14 AS 18:00

LOCAL: CLUBE DE DIRETORES LOGISTAS – CDL - Pç. Monsenhor Renato Galvão, 173 - CEP: 44002-120 - Feira de Santana - BA.

INSCRIÇÕES:

INVESTIMENTO: R$ 40,00 (ESTUDANTES) E R$ 60,00 (PROFISSIONAIS)

CERTIFICAÇÃO DADA PELO CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS

CARGA HORÁRIA: 20 HORAS

O SEMINÁRIO TERÁ CARGA HORÁRIA DILUIDA:

NO DIA DO EVENTO E COM ATIVIDADE A SER ENVIADA PELO ALUNO AO PALESTRANTE POSTERIORMENTE.

INSCRIÇÕES:

REALIZAR INSCRIÇÃO NA UNIDADE DA UNOPAR – FEIRA DE SANTANA- NA RUA DE AURORA, FEIRA DE SANTANA -BA E FAZER

PAGAMENTO EXCLUSIVAMENTE AS PROFESSORAS:

CIBELI: (75) 8826-7715/9191-0643 (SEGUNDA, QUINTA A NOITE E SÁBADO PELA MANHÃ)

MAELLE: (75) 8835-0301/9118-2254 (QUARTA, QUINTA E SEXTA A NOITE)

OU

• PARA OS PARTICIPANTES QUE FOREM REALIZAR PAGAMENTO NO DIA DO EVENTO, SERÁ PRECISO ENVIAR A FICHA DE INSCRIÇÃO MANIFESTANDO O INTERESSE PARA O E-MAIL consultoriacma@gmail.com, PARA QUE POSSAMOS CONFECCIONAR O MATERIAL NECESSÁRIO.



• PARTICIPANTES DE OUTRO MUNICIPIO ENTRAR EM CONTATO COM AS PROFESSORAS MAELLE E CIBELI NOS CONTATOS ACIMA PARA REALIZAR A INSCRIÇÃO DE FORMA DIFERENCIADA.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aconteceu nesta Sexta-Feira, 15/04/11, uma reunião entre a comunidade, autoridades locais e o Juiz José Brandão, no Fórum de Maracás-BA, a 360 KM da Capital baiana, onde se discutiu a viabilidade e a possibilidade de implantação do  Toque de Acolher na referida cidade, medida que foi implantada, com sucesso, pelo referido Juiz, nos Municípios de Santo Estveão-BA, Ipecaetá e Antônio Cardoso-BA.

Referida ordem da Justiça limita os horários dos adolescentes nas Ruas, DESACOMPANHADOS DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS, nos seguintes horários: até 12 anos: 20:30h; entre 13 e 15 anos:22H e, depois das 23h, quem tiver entre 16 a 17 anos está proibido de continuar nas ruas sozinhos.

No evento, no Fórum, o salão do Júri estava lotado de pessoas, dentre elas 05 Conselhos Tutelares, vereadores, guardas municipais, Delegado de Polícia, Capitão e Tenente da PM, assim como o Prefeito e Vice e a Secretária de Educação local, entre outras autoridades.
Na cidade já circula abaixo-assinados pedindo o "Acolher" e todos os presentes hojem foram uníssonos na aprovação da medida.
O Juiz Brandão, recentemente transferido de Santo Estêvão-BA para Maracás-BA, explicou a medida, como funciona, punições, e falou sobre a constitucionalidade da medida e ameçou de prisão quem vender bebida alccólica para menores de 18 anos, infração que vem ocorrendo na cidade.

O Toque de Acolher deve começar na Comarca em até 60 dias e deve abranger todas as cidades pertencentes à Comarca. São elas: Lajedo do Tabocal, Itiruçu, Planaltino, Maracás e Lafaiete Coutinho.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estuprador é apresentado na Delegacia de Santo Estevão

Os Agentes de Proteção á Infância e Juventude da Comarca de Santo Estevão, André Santiago e Astério Máximo, apresentaram na Delegacia de Polícia Civil do município na manhã de ontem, Everaldo Gomes de Souza, acusado de violentar sexualmente uma menor de 6 anos.
O fato aconteceu no mês de dezembro, mas a Polícia só conseguiu capturar o acusado na manhã de hoje (13), quando a mãe da vítima informou ao Juizado da Infância que Everaldo já estava na região.
De acordo com informações de populares, o acusado é portador de deficiência mental e que já estava sumido há quatro meses, temendo encontrar com os familiares da menor.

terça-feira, 12 de abril de 2011

É responsabilidade da escola combater o bullying'

Especialista americana diz que leis não são suficientes para evitar a prática

Nathalia Goulart
É responsabilidade da escola combater o bullying, diz especialista (Thinkstock)
"Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito."
Marlene Snyder, especialista
O passado de isolamento e ausência de amigos alimentam suspeitas de que Wellington Menezes de Oliveira, o jovem de 24 anos que invadiu a escola em Realengo deixando um rastro de 12 mortes, tenha sofrido bullying. A desconfiança fortalece o debate sobre os meios de que a sociedade dispõe para evitar que personagens como Oliveira sejam cultivados dentro da escola. Nos Estados Unidos, os anos que se seguiram à tragédia na Columbine High School foram de investimento em prevenção à violência, entre elas, o bullying. O Brasil ainda engatinha na discussão sobre o tema. A tragédia da quinta-feira reacende a discussão: qual o papel da escola no combate a essa prática que deixa marcas tão duradouras? O site de VEJA conversou com a especialista americana Marlene Snyder, diretora de desenvolvimento do programa anti-bullying do Instituto Olweus, piorneiro no estudo e na prevenção dessa prática nos Estados Unidos. Confira os principais trechos da entrevista:
Qual o papel da escola no combate ao bullying? Mesmo quando o bullying acontece fora da sala de aula, a escola têm responsabilidade, porque os desdobramentos dessa prática estarão presentes no comportamento dos alunos. Nesse processo, o relacionamento professor-aluno é fundamental. É por meio desse canal que o bullying pode ser identificado. Mas para isso, os docentes precisam estar treinados. Eles precisam entender que o bullying acontece a qualquer momento e com qualquer aluno. Um estudo que realizamos apontou que 17% dos estudantes americanos sofreram bullying dentro da escola. Isso significa quase um em cada cinco jovens.
Podemos dizer que, nesse combate, a escola é mais importante que os pais? Sim. Sustentados pelas nossas pesquisa, sabemos que é muito mais provável que o bullying aconteça dentro das escolas, durante aquele período em que as crianças são confiadas aos cuidados de professores e da direção. Nesse sentido, as escolas têm um poder maior que os pais em identificar e combater essa prática.
Atualmente fala-se muito em bullying e toda a violência que acontece dentro da escola é classificada como tal. Como identificar quando realmente trata-se de uma prática de bullying? Bullying é puro abuso. É quando a pessoa é exposta repetidamente a ações negativas por parte de uma ou mais pessoas e ela tem dificuldades em se defender. Entre essas ações estão xingamentos, disseminação de falsos rumores, exclusão social ou isolamento, agressões físicas e discriminações raciais ou sexuais. Todas essas práticas podem contar com a ajuda da internet - o que chamamos de cyberbullying.
Leis anti-bullying são eficazes no combate a essa prática? Respondo a essa pergunta com outra pergunta: essas leis são bem feitas? E em que medida elas auxiliam a escola a lidar com o bullying? Pergunto isso porque aqui nos Estados Unidos, 45 de nossos 50 estados possuem leis que visam combater o bullying, mas em muitos casos a lei é ineficiente porque determina apenas que a escola tenha em seu programa políticas anti-bullying. O problema é que elas ficam no papel, não são colocadas em prática. O que precisa é que os professores sejam treinados, que entendam o que é, quais as manifestações e quais as consequências do bullying. Assim, poderão transformar em ativa a atitude passiva quem mantêm frente a um problema tão grave. Mesmo bem feita, nenhuma lei será capaz de erradicar o bullying, assim como nenhuma lei é capaz de combater todos os roubos, por exemplo. Mas elas chamam a atenção e preparam a sociedade para lidar com o problema.
E quanto a leis que multam as escolas que se mantêm passivas frente ao bullying? As leis que prevêem multas ou indenizações são eficazes na medida em que chamam a atenção da escola para o problema. Há cerca de 10 anos, elas foram implementadas em algumas regiões dos Estados Unidos, onde as escolas eram multadas em cerca de 10.000 ou 15.000 dólares e hoje vemos casos que chegam a milhões de dólares. Isso serve de alerta para as escolas: o custo-benefício da prevenção é muito maior do que o pagamento de uma multa ou indenização.
Quais são os maiores mitos que envolvem o bullying? Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito. Outra inverdade é que acredita-se que a pessoa que pratica bullying, o faz por sentir-se infeliz consigo mesma. Em todos esses anos de pesquisas, concluímos que os praticantes têm uma autoestima elevada. O que eles desejam é projetar seu poder sobre alguém que, por alguma razão, não dispõe de meios para se defender.
Quem pratica o bullying tende a ser estigmatizado. Como tratá-los corretamente? Em nosso programa de combate ao bullying não rotulamos ninguém. Isso porque existem oito diferentes papeis que uma pessoa pode desempenhar durante uma situação de bullying. Existe quem pratica, quem se mantém passivo, quem incentiva ações negativas mas não participa delas, e assim por diante. Por isso, em cada contexto, uma pessoa pode assumir um papel distinto. A solução é trabalhar com cada situação particular e analisar se existe um padrão de conduta que se repete. A partir daí, desenvolvemos atividades que possam reverter esse comportamento. Mas trabalhamos com esse aluno dentro da escola. Ao contrário do que muitos pensam, expulsá-lo é contra-producente. Se o expulsamos, para onde ele vai? Ele vai para a rua e aprende coisas ainda piores. Então, trabalhamos muito próximos a ele, oferecendo subsídios e possibilitando mudanças.
O prática de bullying começa em casa? O que acontece é um reflexo. Se a criança é tratada com gritos, tapas ou presencia cenas de violência em casa, ela acredita que esse tipo de comportamento funciona. E, por isso, repete esse comportamento na escola.
Combater o bullying é uma missão impossível? Estou certa de que as crianças querem apenas uma oportunidade para aprender a tratar bem seus colegas. Se é difícil tratar o bullying? Sim, é uma tarefa dura, que exige empenho e comprometimento, mas sou muito otimista. Acredito que se os adultos estiverem dispostos a conversar com as crianças e escutá-las sobre suas preocupações, será fácil criar um ambiente harmonioso. E quanto mais cedo começarmos a conversar, melhor.
A senhora estuda o bullying há quase duas décadas. O que mudou durante esse período? A grande mudança foi a atenção que a sociedade deu para o tema. O bullying hoje já é visto como um problema de saúde pública. Também acumulamos mais conhecimento. Hoje sabemos que aqueles que praticam ou sofrem bullying carregam sequelas físicas e mentais e que quem sofre bulying tem um desempenho acadêmico menor e tende a não gostar do ambiente escolar. Por isso, são mais propensos a abandonar os estudos. Na outra extremidade, aqueles que praticam bullying têm mais chances de se envolver em crimes. Ou seja, combater o bullying é também combater o crime. Por outro lado, vemos também que a sociedade mudou. Os pais estão cada vez mais longe de casa, envolvidos em longas jornadas de trabalho enquanto os jovens estão cada vez mais apegados a video-games, computadores, etc. Tudo isso torna a prevenção ainda mais necessária.