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sábado, 11 de junho de 2011

Um levantamento que está sendo concluído pelo Conselho Nacional de Justiça mostra o perfil dos jovens brasileiros que passam por medidas de ressocialização no Brasil: a maioria é de classe média baixa, vinda de famílias desestruturadas, com pouca escolaridade e envolvida com drogas. As informações são da Agência Brasil.
O mapeamento mostra que boa parte das unidades socioeducativas do país não atende às necessidades do Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há quase  21 anos. "Muitas instituições eram delegacias e cadeias públicas que, de uma hora para outra, se transformaram em unidades de ressocialização de adolescentes infratores", afirma o juiz Reinaldo Cintra, que visitou as unidades de internação. Ainda falta visitar as do estado de São Paulo, previstas para agosto deste ano.
Segundo Cintra, elas não têm instalações adequadas para atividades de ensino, recreação e profissionalização. De acordo com o juiz, "um dos motivos do sucateamento e da precariedade é a falta de  investimentos por longos anos por parte dos estados e do governo federal. Por isso, a maioria dessas  unidades continua sucateada, mas nos últimos dois anos, o cenário já apresenta melhora".
O levantamento do CNJ mostra ainda que novas unidades estão sendo construídas, outras demolidas ou desocupadas para adequações. A precariedade e ineficiência das casas são maiores nos estados das regiões Norte e Nordeste.
Segundo Cintra, "investimentos para melhorar as condições de higiene, a qualidade no atendimento, o aumento do número de funcionários e o fortalecimento do ensino dentro das unidades” são medidas que devem ser adotadas a curto prazo. Em um prazo maior,  ele defende mais investimentos dos municípios nas medidas de caráter preventivo.
"O Espírito Santo tem alcançado bons resultados depois que o governo do estado equilibrou as contas públicas e passou a investir nos últimos dois anos não menos que R$ 60 milhões no reordenamento das casas de internação de menores infratores  e na redistribuição dos internos", explicou a diretora do Instituto de Atendimento Socioeducativo do estado, Silvana Gallina.
Em 2003 o estado só tinha uma unidade e hoje tem 12. Eram quatro municípios com programas estruturados de liberdade assistida e de prestação de serviços à comunidade, e hoje são 22.
Superlotação e drogas
Em Pernambuco, o CNJ recomendou o fechamento de duas unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei: o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) do município de Cabo de Santo Agostinho e o Case que funcionava no município de Abreu e Lima.
A superlotação, a venda de drogas, a entrada de prostitutas e a violência entre os internos foram constatadas pelo CNJ nas visitas da equipe do programa Justiça ao Jovem, no final do ano passado.
O relatório encaminhado ao governador Eduardo Campos (PSB) mostrou que o sistema socioeducativo pernambucano está em desacordo com o ECA e com o Sinase.
No Distrito Federal, o atraso de uma licitação deixou sem cobertores os internos do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje). O estabelecimento tem 426 jovens — 300 deles cumprindo medidas de internação.
Para os internos não passarem frio, o Ministério Público promoveu uma campanha do agasalho. A coordenadora do Sistema Socioeducativo da Secretaria da Criança e do Adolescente do governo do Distrito Federal, Ludimila Pacheco, explicou que a mercadoria entregue não correspondia ao que foi comprado. “O tamanho dos cobertores não correspondia ao da licitação feita e, por isso, os cobertores foram devolvidos. O governo deveria ter convocado imediatamente a empresa vencedora seguinte."
O Caje é a principal das quatro unidades de ressocialização de adolescentes infratores do Distrito Federal e enfrenta muitas dificuldades. A superlotação é a principal delas.
De acordo com a diretora da instituição, Maria Beatriz, o Caje tem capacidade para atender 160 adolescentes e abriga hoje 426 internos, o que, segundo ela, torna praticamente impossível alcançar bons resultados com as medidas adotadas.
Em outros estados, a adoção de parcerias e de políticas públicas mais eficientes e as mudanças no modelo de gestão têm sido determinantes para o cumprimento do ECA dentro das unidades de internação. Neste sentido, o Paraná tem registrado avanços. "O estado tem hoje 20 unidades de internação, sendo uma feminina. Elas estão instaladas na capital Curitiba e em cidades do interior. Outras cinco unidades estão sendo construídas. A integração tem sido a chave para o sucesso”, afirma o coordenador de socioeducação do Paraná, Nilton Grein.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Soldado acusado de matar juiz deve ir a júri popular

Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro foi morto em julho de 2010 pelo soldado da Polícia Militar Daniel dos Santos Soares

O soldado da Polícia Militar Daniel dos Santos Soares, autor dos disparos que provocaram a morte do juiz Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro, em julho de 2010, deve ir a júri popular. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (9) pelo juiz Ernani Garcia Rosa, da 2ª Vara Criminal.Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia, o soldado, que foi indiciado por homicídio doloso qualificado e porte ilegal de arma, estava sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Militar.
O crime aconteceu no dia 10 de julho de 2010, quando o soldado e o juiz tiveram uma discussão no trânsito, próximo ao Shopping Iguatemi, em Salvador. Segundo o relato do procedimento investigatório, Daniel e Alessandro pararam simultaneamente os carros em local proibido e desceram do carro armados. Daniel fez dois disparos em Alessandro, que morreu antes de ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).


Valença- João Pedro completaria 1 ano no próximo domingo, a família preparava uma festinha para comemorar o aniversário do menino.
Estava quase tudo pronto para a festinha de aniversario de 1 ano de João Pedro, se uma tragédia não tivesse transformado o sorriso da família em lágrimas.
João morreu na ultima segunda feira , segundo suspeita, após ter sido espancado pela própria mãe.
A criança foi levada pela mãe, pelo padrasto e pela avó materna ao pronto socorro após passar 07 dias com febre intensa. Segundo a mãe, depois de ter escorregado em um tapete e tomado uma queda enquanto brincava em casa.
Ao ser atendido no hospital os médicos e enfermeiros, suspeitaram dos ferimentos e perceberam que a história contada pela mãe não era compatível com a gravidade das lesões.

João foi levado às pressas para o hospital geral do estado, com traumatismo craniano, a clavícula quebrada e manchas roxas no rosto. No meio do caminho o menino não resistiu. Na manhã de ontem , ele foi enterrado ao som do choro inconsolado do pai, que diz ainda não entender o que aconteceu.
Segundo Gedeon, pai do garoto, a suspeita é de que o menino tenha morrido após ter sido brutalmente espancado pela mãe. “Ela vai ter que se explicar, e eu só vou me contentar quando ela for punida, é inexplicável, a imagem que tinha era de meu filho sorrindo e agora o que me resta é a imagem dele todo roxinho naquele caixão”.Afirmou o pai do garoto.
A família paterna do menino registrou uma queixa na delegacia da cidade alegando omissão de socorro e espancamento pela mãe, identificada como Vanessa, 20 anos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

No último dia 07/06/11, aconteceu uma Audiência pública no auditório municipal de Maracás-BA onde se faziam presentes mais de 500 pessoas para discussão da entrada em vigor, no município, do "toque de acolher" , também conhecido como "toque de recolher".
No evento, havia resepresentantes da Câmara de Vereadores, Prefeitura, Secretaria de Educação, PM, Conselho Tutelar, entre outras autoiridades.
As pessoas se mostraram muito empolgadas com a palestra do Juiz José Brandão, responsável pela medida na cidade  de Santo Estêvão_Ba, recentemente transferido para Maracás-BA.
As pessoas tiveram oportunidades para se manifestar, mas quem "roubou a cena mesmo foi uma ex-moradora de Santo Estêvão_BA, que fez um rápido discusso em favor da decisão, informando que, em Santo Estêvão-BA, o Dr. Brandão fez um execlente trabalho e deixou saudades, recebendo estrepitosos aplausos, pois ninguém esperava que um morador santoestevense estivesse na audiência púbica na cidade maracaense .

Além de ter sido criado pela Portaria do Juiz, foi anunciado pelo Preseidente da Câmara Municipal de Vereadores que o "Toque de acolher" foi aprovado pela Cãmara, transformando-se em lei municipal, obrigando a Prefeitura a custear e colaborar com a decisão do Juiz.

AUDIÊNCIA EM ITIRUÇU-BA:

Acontece no dia 10/06, às 15h, uma audiência pública, na cidade de Itiruçu-BA, para discussão das questões da infância e juventude e possiiblidade de aplicação do toque de acolher na cidade com a presença do Magistrado.
No evento, devem estar presentes os Prefeitos de Itiruçu-BA, Lafaiete Coutinho-BA, Lagedo do Tabocal-BA, Conselhos Tutelares das 03 cidades, delegadas de Polícia, PM, Vereadores, Imprensa local e  o Promotor de Justiça, que já se manifestou favoravelmente ao "toque de acolher".